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Cuidados paliativos proporcionam aumento de sobrevida a 5% dos pacientes com câncer

Cuidados paliativos proporcionam aumento de sobrevida a 5% dos pacientes com câncer

Publicado por: Wecare Publicado: 03/07/2018 Visitas: 1407 Comentários: 0

Terapias de suporte, cuidados paliativos, tratamentos multidisciplinares, cuidados coadjuvantes…. As nomenclaturas são diversas, mas apesar de diferentes, todos os termos dizem respeito a um conjunto de práticas que visa a melhorar a qualidade de vida dos pacientes que passam por tratamentos de câncer.

Os avanços no diagnóstico e tratamentos e o aumento das possibilidades de cura e sobrevida chamam a atenção para a necessidade dessas práticas, que implicam na participação de diversos outros profissionais da área da saúde. O objetivo é buscar alívio ou até mesmo a prevenção dos efeitos colaterais da doença e do tratamento oncológico para aumentar o bem-estar desses indivíduos. Durante a reunião da Asco (American Society of Clinical Oncology – Sociedade Americana de Oncologia Clínica), maior congresso científico de câncer do mundo, um dos temas mais debatidos este ano foi a importância dos cuidados paliativos e o impacto causado na vida dos pacientes.

Segundo estudo apresentado no evento, 75% dos pacientes com câncer elevam o nível de estresse nos três meses subsequentes ao diagnóstico, o que pode afetar até mesmo a tolerância aos tratamentos oncológicos.

Muitos desses transtornos podem ser evitados com o manejo adequado dos sintomas. Porém, de acordo com pesquisa coordenada pelo Dr. Ethan Basch, diretor do Centro de Pesquisas em Câncer da Universidade da Carolina do Norte (EUA), citada no congresso da Asco, os pacientes ficam hesitantes em acionar o médico para contar sobre o aparecimento de sintomas até que os problemas pareçam realmente sérios.

Por conta deste tipo de característica e comportamento, o Dr. Basch desenvolveu um site que emitia alertas para a equipe médica a partir de relatos dos próprios pacientes. Com essa ferramenta, foi observado um aumento de qualidade de vida em 31% dos enfermos. Além disso, aqueles que participaram do projeto tiveram uma sobrevida cerca de 5% maior do que os que não usaram o site. Isto significa que em cada 20 pacientes, um viverá mais porque teve seus sintomas controlados.

Para o Dr. Ricardo Caponero, coordenador do Centro Avançado de Terapia de Suporte e Medicina Integrativa do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “é preciso desfazer o mito de que o controle de sintomas não está focado na doença e dividir com o médico as ocorrências observadas durante o tratamento, já que em muitos casos os sintomas são mal avaliados em decorrência da ausência de relatos do paciente. Ele conta que atualmente as ações preventivas são capazes de controlar cerca de 90% dos casos de dor.

O Dr. Caponero ressalta ainda que as terapias de suporte são voltadas aos pacientes com indicação curativa, e não apenas aos que estão em condição de terminalidade. De acordo com ele, o controle dos sintomas possibilita que a periodicidade dos tratamentos contra o tumor seja mantida, e as sequelas minimizadas.

Todos esses dados levaram a Asco a publicar diretrizes de recomendação clínica para a incorporação dos cuidados de suporte e controle de sintomas. A nova orientação prevê que os cuidados comecem até oito semanas após um diagnóstico de câncer avançado.

O suporte de profissionais aos pacientes em questões físicas, emocionais, práticas e espirituais é fundamental tanto aos doentes, quanto a familiares e amigos – é um apoio importante e essencial para garantir o mínimo de bem-estar durante um momento tão delicado.

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