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Tudo o que você precisa saber sobre a braquiterapia

Tudo o que você precisa saber sobre a braquiterapia

Publicado por: Wecare Publicado: 16/10/2019 Visitas: 243 Comentários: 0

Um dos tratamentos oncológicos mais conhecidos é a radioterapia, na qual é utilizada uma fonte externa de alta precisão para eliminar o tumor do paciente. Esse procedimento também pode ser chamado de “radioterapia externa” ou até “radiação externa de feixe”.

Já a braquiterapia é uma modalidade da radioterapia indicada para alguns tratamentos de câncer. Porém, a braquiterapia será “interna”, porque a radiação contra o tumor será emitida de um material colocado (como uma cápsula ou semente) dentro do corpo do paciente. Esse tratamento tem o nome originado do grego, pois o termo “braqui” significa “curta distância”.

A braquiterapia é um procedimento ambulatorial, ou seja: o paciente não precisa ficar internado ou passar dias no hospital. O processo costuma ocorrer em torno de uma hora aproximadamente, com a aplicação de anestesia – que pode deixar o paciente sonolento temporariamente.

Como é realizada a braquiterapia

A braquiterapia requer uma preparação antes de ser aplicada no paciente. Só depois de toda a análise prévia feita pelo médico ou especialista responsável, poderá ser dado o início ao procedimento. Veja o que ocorre em cada etapa do tratamento:

Preparação:

O primeiro passo da braquiterapia é realizar uma bateria de exames com o paciente, como de sangue, eletrocardiograma e raios-x. Os resultados serão utilizados pelos anestesiologistas para determinar qual tipo de anestesia será aplicada durante a braquiterapia.

O paciente também deverá se preparar para o exame, seguindo instruções médicas específicas sobre alimentação e outros cuidados que deve se ter antes da sessão de tratamento.

Outro ponto importante sobre a braquiterapia é a necessidade de se fazer uma simulação prévia, por técnica convencional ou tridimensional, antes da mesma ser aplicada.

Durante:

A sessão de braquiterapia começa com a aplicação de anestesia no paciente – na maioria dos casos de câncer de próstata, por exemplo, costuma ser a raquianestesia (que remove a sensibilidade do abdômen e das pernas).

O médico utilizará cateteres ou agulhas bem finas para colocar “aplicadores” dentro do corpo do paciente, próximo ao tumor. Esses aplicadores, que podem ser cápsulas, fios ou no formato de sementes, serão os receptores da radiação emitida pelo aparelho radioterápico e, desta forma, o tumor fica no meio desse "fluxo" de radiação.

O médico poderá aproveitar o procedimento para realizar exames de imagens do tamanho e estágio do tumor. Esse acompanhamento será importante para determinar o progresso do tratamento oncológico.

Os aplicadores e o cateter podem ficar no corpo do paciente até a próxima sessão de braquiterapia. Após o final de todo o tratamento, eles serão removidos pelo médico ou especialista.

Depois:

Após o efeito da anestesia sumir, o paciente será encaminhado para uma sala de repouso até voltar a conseguir se movimentar sem muita sonolência – isso pode durar algumas horas. Durante a recuperação, uma sacola com gelo pode ser colocada no local onde foi feita a braquiterapia para ajudar a reduzir ou inibir algum inchaço. Em quase todos os casos, o paciente recebe alta no mesmo dia da sessão.

Depois da braquiterapia, será possível retornar os hábitos alimentares e seguir a rotina do cotidiano. No entanto, o paciente deve evitar atividades físicas pesadas por alguns dias e, caso tenha, seguir recomendações específicas do médico.

Quanto tempo dura o tratamento de braquiterapia?

As sessões de braquiterapia costumam durar em torno de 1 hora. Já a recuperação da anestesia pode durar até 4 ou 5 horas, enquanto o paciente só poderá voltar a todas as suas atividades cotidianas depois de passado o efeito sedativo.

A quantidade total de sessões da braquiterapia varia de acordo com o tipo de câncer e as condições de saúde do paciente. Em alguns casos, podem variar entre um a cinco dias.

Quais os tipos de câncer que mais precisam da braquiterapia?

A braquiterapia é um dos tratamentos mais utilizados para os pacientes com câncer de próstata, principalmente nos estágios mais iniciais da doença. Ela também pode ser complementar à cirurgia, caso ainda reste tecidos cancerígenos após a remoção do tumor. Para os casos mais agressivos de câncer de próstata, a braquiterapia pode ser combinada com hormonioterapia.

Outros tipos de câncer em que podem ser aplicados a braquiterapia são: câncer de mama, sarcomas, retinoblastoma (atrás do olho), ginecológicos (como endométrio e colo de útero), cabeça e pescoço (tireoide, boca e garganta), e outros tipos mais raros da doença.

As vantagens da Braquiterapia

O uso da braquiterapia permite uma maior dose de radiação em uma área mais limitada, aumentando a precisão em relação à radioterapia feita externamente. A braquiterapia pode ser, portanto, mais efetiva destruindo células cancerígenas com menor dano às áreas ao redor do tumor.

Outra vantagem da braquiterapia é sua duração, que costuma ser menor que a radioterapia externa e precisar somente de um (1) a cinco (5) dias de tratamento. O tempo de recuperação também pode ser menor, possibilitando que os pacientes sigam sua rotina diária de atividades após o tratamento.

A braquiterapia é um procedimento ambulatorial, permitindo ao paciente receber alta no mesmo dia da sessão, na maioria dos casos.

As desvantagens da Braquiterapia

A única e grande desvantagem da braquiterapia é o grau do seu alcance. Caso o tumor atinja outro órgão ou um gânglio linfático próximo, esse procedimento não conseguirá realizar todo o tratamento necessário. Por ser muito restrita, a braquiterapia é indicada para tumores muito pequenos.

Nível de radiação do tratamento de Braquiterapia

Com a aplicação de materiais radioativos (os “aplicadores”) dentro do corpo do paciente, é normal ter o receio de que se torne “radioativo” ou infectado de alguma forma. Porém, a dose de radiação é bastante pequena e, por isso, não causa risco ao paciente ou às pessoas próximas.

Deve se ter cuidado somente com crianças pequenas e mulheres grávidas, que são mais sensíveis a esse tipo de emissão.

Quais os efeitos colaterais do tratamento de braquiterapia?

Imediatamente após a braquiterapia, o paciente pode sentir dor ou inchaço na região tratada, que podem ser acompanhadas de um hematoma. Essas reações são mais suaves e costumam durar no máximo alguns dias. O médico pode prescrever medicamentos para inibir essas dores, caso seja necessário.

Depois da braquiterapia em casos de câncer de próstata ou ginecológico, o paciente pode sentir algumas reações no aparelho urinário, como necessidade de ir ao banheiro frequentemente (às vezes com urgência), queimação e o enfraquecimento no fluxo da urina.

Outros efeitos da braquiterapia podem ser sentidos no curto prazo, ou seja, alguns dias depois de iniciar o tratamento. Essas reações variam de acordo com o local da aplicação e o tipo de câncer tratado.

Por fim, em casos mais raros, efeitos a longo prazo podem ocorrer depois da braquiterapia. Estas reações podem ser decorrentes em pacientes mais velhos (acima dos 70 anos), que requerem mais atenção de cuidadores e de médicos para tomarem medidas o mais rápido possível para inibir o surgimento dessas reações.

Se você quiser saber o porquê desses efeitos, quais os sinais dela e como agir caso surja alguma dessas reações, leia também: 

Os efeitos colateriais mais comuns causados pela braquiterapia.

Te vejo do outro lado.

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