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Tudo o que você precisa saber sobre a mucosite durante tratamento oncológico

Tudo o que você precisa saber sobre a mucosite durante tratamento oncológico

Publicado por: Wecare Publicado: 18/12/2019 Visitas: 2419 Comentários: 0

Durante o tratamento do câncer, alguns efeitos colaterais podem surgir no paciente. Reações causadas pela quimioterapia ou pela radioterapia. E a pele não é o único orgão que sofre com os efeitos colaterais. A mucosa oral também tende a ser afetada desencadeando a mucosite, que pode prejudicar o andamento do tratamento do paciente.

Neste artigo vamos falar tudo sobre a mucosite, o porquê ela acontece, quais são os sintomas, os farores de risco e mais.

O que é a mucosite?

A mucosite é uma espécie de inflamação que pode aparecer durante o tratamento oncológico. Essa inflamação pode levar a feridas mais fortes, como úlceras, e causar dor e muito desconforto, a ponto do paciente não conseguir se alimentar e até dificultar na fala.

A mucosite pode surgir em locais como boca, faringe, laringe, entre outras partes próximas da região de cabeça e pescoço.

O termo mucosite vem de como a doença é manifestada: “muco” significa um fluido comum na região das mucosas, enquanto “ite” é a inflamação ou doença da estrutura anatômica indicada no local. Logo, mucosite seria a inflamação que causa um muco mais espesso na região bucal.

Por que a mucosite aparece durante o tratamento oncológico?

As células cancerígenas têm uma semelhança com as células do trato gastrointestinal (que vai da boca e passa pela garganta, faringe, laringe, esôfago, e vai até o final do intestino grosso): ambas têm um rápido e intenso processo de divisão celular – que seria o meio delas se “reproduzirem” e multiplicarem.

Quando o paciente passa pelo tratamento oncológico, como por exemplo a quimioterapia, o foco é eliminar todas as células tumorais. Por isso o medicamento irá agir sobre as células que possam formar o câncer pela sua característica – ou seja, pelo rápido crescimento.

As células do trato gastrointestinal, por terem esse mesmo atributo, podem ser afetadas também pelo tratamento quimioterápico, com sua eliminação causando uma inflamação no local que chamamos de mucosite.

O surgimento da mucosite pode ocorrer também na radioterapia, como por exemplo nos casos de tratamento na região da cabeça e pescoço. O transplante de medula óssea, uma necessidade de alguns pacientes durante o tratamento de câncer, também é outro fator que pode desenvolver uma mucosite.

Sintomas da mucosite

A identificação de um quadro de mucosite pode ser iniciada com a observação de alguns sintomas. Caso o paciente manifeste algumas dessas reações, não necessariamente ele tem mucosite, mas é necessária a avaliação médica para um diagnóstico mais preciso.

Os principais sinais da mucosite são:

  • Boca e gengivas com vermelhidão, brilhantes ou inchadas;
  • Sangue na boca;
  • Feridas na boca, na língua ou na gengiva;
  • Dores forte na boca ou garganta;
  • Dificuldade para engolir ou falar;
  • Sensação de secura, queima ou dor quando está se alimentando;
  • Manchas esbranquiçadas ou pus na boca ou na língua;
  • Aumento de muco ou saliva mais espessa na boca.

Em um caso mais avançado da doença, toda a boca e língua do paciente pode ser coberta por um revestimento de muco branco, causando dor e aumentando bastante a dificuldade da pessoa em se alimentar.

Qual paciente pode ter mucosite?

Mucosite oral pode ser um dos efeitos colaterais mais comuns durante o tratamento do câncer, principalmente quimio e radioterapia.

Atualmente, existem dados que mostram que cerca de 40% dos pacientes durante a quimioterapia podem apresentar algum estágio inicial de mucosite.

Quando o paciente de câncer de cabeça e pescoço combinar um tratamento com quimioterapia e radioterapia, ele pode passar por alguns estágios iniciais da mucosite. O importante, em todos os casos, é sempre consultar o médico para ter o apoio clínico necessário para que a doença não avance.

Fatores de Risco para Mucosite

O paciente que estiver em tratamento oncológico pode ajudar na prevenção ou redução dos quadros da mucosite. Alguns fatores podem aumentar o risco da doença e, se evitados, colaboram para a qualidade de vida do paciente em tratamento.

Vale lembrar que o principal fator de risco para a mucosite é o próprio tratamento oncológico, devido à característica das células do trato gastrointestinal terem características de crescimento semelhantes aos das células tumorais. Logo, evitar os fatores abaixo é um evidente fator de ajuda, mas não determinante a evitar totalmente a mucosite.

Entre os fatores de risco que ajudam no surgimento da mucosite, estão:

  • Saúde bucal ou dental frágil ou debilitada;
  • Consumo de bebidas alcóolicas ou fumar durante o tratamento;
  • Desidratação;
  • Baixo índice de massa corporal;
  • Doenças nos rins, diabetes ou HIV.

Pacientes jovens podem desenvolver mucosite com mais frequência do que pacientes de idade avançada. No entanto, a cura da mucosite também é mais rápida em pacientes jovens.

Riscos desenvolvidos pela mucosite

É preciso estar sempre atento ao surgimento da mucosite durante o tratamento oncológico, pois deve se evitar que a doença evolua e cause outros efeitos colaterais para o paciente. Se identificado alguns dos sintomas da mucosite, imediatamente procure um médico especialista para o tratamento da doença. Caso contrário, ela poderá se desenvolver e gerar alguns dos seguintes quadros clínicos:

  • Fortes dores na região da boca;
  • Restrições na alimentação ou em qualquer tipo de ingestão oral;
  • Maior facilidade para a entrada de organismos como bactérias e fungos;
  • Aumento do uso de medicamentos como antibióticos;
  • Aumento do tempo de hospitalização;
  • Interrupção do tratamento oncológico.

Portanto, a mucosite pode atrapalhar ou até mesmo parar o tratamento do câncer e, por isso, precisa ser tratada imediatamente.

Se for diagnosticada precocemente e com a ajuda de familiares e cuidadores para que o paciente passar por essa fase, seguindo dicas de prevenção e atento aos sintomas, a mucosite pode sequer ser mencionada durante o tratamento ou um quadro clínico facilmente solucionável.

No entanto, caso ocorra o quadro de mucosite, é importante buscar o tratamento dessa doença para evitar que ela possa se desenvolver e afetar a qualidade de vida do paciente. Disponibilizamos um artigo sobre as técnicas e medicamentos específicos para o tratamento da mucosite para pacientes com câncer, que pode ser conferido clicando aqui.

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