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Conheça as formas de tratar o câncer de pele e quais precauções devem ser tomadas durante tratamento

Conheça as formas de tratar o câncer de pele e quais precauções devem ser tomadas durante tratamento

Publicado por: Wecare Publicado: 19/11/2019 Visitas: 583 Comentários: 0

O paciente diagnosticado com câncer de pele pode passar por diversas modalidades de tratamento, com técnicas avançadas e específicas para esse propósito. O procedimento a ser escolhido dependerá do tipo do tumor e da sua localização.

Nesse artigo você verá os cuidados importantes a se ter durante o tratamento e as formas de tratar o câncer de pele, para garantir maior eficiência e mais qualidade de vida ao paciente.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a previsão é de 170 mil novos casos de câncer de pele no Brasil neste ano. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento, assim como todos os cuidados que o paciente pode ter com a saúde da pele.

Leia também: Tudo sobre o câncer de pele

O câncer de pele é o crescimento descontrolado de células tumorais no local, que surgem após o organismo não conseguir reparar uma mutação genética. Essa alteração pode originar nódulos que podem se desenvolver até serem considerados um câncer. Entre os pacientes diagnosticados, há três tipos mais incidentes da doença:

Carcinoma basocelular

Origina-se nas células basais da epiderme (um dos três principais tecidos da pele), responsáveis pela renovação da pele e por isso passam por um processo de intensa divisão celular. "Carcinoma" é o nome dado a qualquer câncer que se desenvolveu em um tecido como a própria pele ou mucosa.

Carcinoma espinocelular

Seu surgimento é na camada mais externa da epiderme e corresponde por 20% dos casos de câncer de pele, sendo mais comum em regiões como rosto, orelhas, lábios e no pescoço. Outros locais de origem são feridas antigas ou cicatrizes em alguma parte do corpo. Junto do basocelular, é agrupado como “câncer de pele não-melanoma”.

Melanoma

O melanoma é o tipo mais agressivo do câncer de pele, devido à sua alta possibilidade de disseminação do câncer para outros órgãos. Seu nome é devido ao local onde se origina: nos melanócitos, células que produzem melanina, pigmento responsável em dar cor à pele.

A detecção precoce do câncer de pele melanoma é muito importante para que as chances de cura sejam grandes.

Tipos de tratamento do Câncer de Pele

Quando o paciente é diagnosticado com câncer de pele, o médico especialista irá verificar o estadiamento da doença, ou seja, o estágio de crescimento. Isso ajudará a definir o tratamento mais indicado para a doença. Entre as diversas modalidades disponíveis atualmente, destacam-se:

Cirurgia por excisão

Durante a cirurgia por excisão, o médico anestesia a área da pele onde está o tumor e o remove. Uma parte da pele saudável, próximo ao câncer, também pode ser retirada. Se o paciente ainda não tiver o diagnóstico final da doença, esse tecido removido será encaminhado para a análise de um patologista.

Cirurgia de Mohs

A cirurgia de Mohs é uma técnica que permite que seja retirada uma camada muito fina do câncer e examinada no microscópio. Se ainda houver células tumorais nesse tecido, o médico remove mais uma camada, e assim seguirá até mais nenhum resquício do câncer ser encontrado.

Esse procedimento pode trazer bons resultados e ter menos impacto à qualidade de vida do paciente do que a cirurgia por excisão.

Criocirurgia

A criocirurgia é uma técnica menos invasiva do que a cirurgia convencional. Neste procedimento, o médico utilizará nitrogênio líquido para congelar e destruir as células cancerígenas no tecido. Esse processo pode ser repetido até todo o tumor desaparecer.

É possível que o especialista aplique esse tratamento em uma região bastante limitada, favorecendo a preservação de tecidos saudáveis do paciente.

Cirurgia via laser

Essa técnica cirúrgica costuma ser utilizada em condições pré-cancerígenas, como queratose actínica (uma mancha escamosa áspera na pele, que pode ser causada por anos de exposição ao sol) ou um câncer de pele em estágio inicial. Durante o procedimento, o médico utilizará um raio focalizado de luz para destruir as células cancerígenas.

A cirurgia via laser, junto da imunidade do corpo do paciente, pode produzir feridas com bolhas que irão cicatrizar em poucas semanas. Nesse tipo de tratamento, é fundamental manter toda a pele hidratada, especialmente próximo ao local da cirurgia.

Eletrodissecação e curetagem

A eletrodissecação e curetagem é um método de tratamento o qual o médico utiliza um instrumento de raspagem, como uma cureta, e correntes elétricas para remover pequenos e superficiais cânceres de pele.

Quimioterapia

Os medicamentos utilizados na quimioterapia têm como objetivo a destruição de células de rápido crescimento – uma característica das células cancerígenas de pele. Eles podem ser ingeridos via venosa (medicamento aplicado na veia) ou oral, além de ser um tratamento de tumores na pele que pode ser complementar a um procedimento cirúrgico.

A quimioterapia tende a deixar a pele do paciente bastante ressecada e o ressecamento causa irritações como a coceira. Por isso é importante manter a pele bem hidratada com produtos especiais para paciente oncológicos.

Quimioterapia Tópica

Nos casos de tumores na pele não-melanoma, pode ser utilizado uma pomada ou creme especial na região da doença, especialmente na região da cabeça.

Neste procedimento, o paciente pode ficar com vermelhidão no rosto e algumas crostas, que devem sair em duas a três semanas. Para garantir que não haja complicações, é importante que a pele permaneça sempre hidratada durante esse período.

Radioterapia

O especialista irá posicionar uma fonte externa de alta precisão para eliminar células tumorais na região da pele que estiver com o câncer. A radioterapia, assim como a quimioterapia, pode ser complementar às técnicas cirúrgicas, eliminando elementos cancerígenos que possam ter ficado no paciente após a remoção do tumor.

A radioterapia é um dos procedimento mais conhecidos, e um dos seus efeitos colaterais na pele, são as queimaduras que causam grande incômodo. Por isso, é muito importante a hidratação da pele, com produtos especiais, assim que se iniciar o tratamento.

Leia também: Conheça os principais sintomas para identificar um câncer de pele

Cuidados a serem tomados durante o tratamento

A saúde do paciente durante o tratamento oncológico deve ser o principal foco da própria pessoa assim como de seus familiares e/ou cuidadores. É no dia a dia que poderá ser observado as reações do organismo diante do tratamento, com precauções a serem tomadas para garantir maior eficácia possível e mais qualidade de vida.

O primeiro passo é conversar com o médico que acompanha o caso. Cada paciente pode responder ao tratamento de forma diferente, o que demanda uma avaliação individualizada.

Durante o tratamento do câncer de pele, serão necessários vários cuidados pós-operatório para evitar quadros como sangramento ou vermelhidão. Nos tumores não-melanoma, esses efeitos são temporários e podem ser evitados com medicamentos ou cremes que protegem a pele do ferimento.

Esses pacientes podem observar o local da cirurgia ficar inchado ou com um hematoma (um “roxo”), mas que somente o acompanhamento clínico é suficiente. Um cuidado importante para se tomar é utilizar cremes hidratantes na região, para que possam manter a pele hidratada e com saúde, e evitar a exposição da pele ao sol.

Caso o paciente passe por uma quimioterapia, podem ocorrer alterações na pele, nas unhas e reações alérgicas, além também do aumento à sensibilidade ao sol. O surgimento de feridas ou manchas deve ser comunicado ao médico especialista para acompanhar a situação.

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