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Efeitos colaterais do tratamento oncológico e como administrá-los

Efeitos colaterais do tratamento oncológico e como administrá-los

Publicado por: Wecare Publicado: 06/12/2018 Visitas: 877 Comentários: 0

O tratamento do câncer conta com três principais procedimentos: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Em alguns casos somente uma das modalidades é necessária, mas a maioria dos pacientes passa por uma combinação destas.

Por isso, é importante conhecer quais as reações adversas podem vir a ocorrer durante o tratamento, para ajudar a reduzir quaisquer impactos contra a qualidade de vida, além aumentar as chances de cura. Afinal, os efeitos colaterais do tratamento oncológico, quando não administrados, podem levar os médicos a interromperem o tratamento, o que é prejudicial no combate ao câncer.

Neste artigo vamos falar sobre os efeitos colaterais em cada tipo de tratamento e como o paciente oncológico pode administrá-los.

Cirurgia

A cirurgia oncológica busca remover o tecido do corpo que está com câncer. É realizada uma incisão (corte) na pele para ser possível alcançar o tumor e retirá-lo. Os grandes avanços tecnológicos hoje permitem que essa operação seja realizada por aparelhos robóticos ou laparoscópicos, reduzindo o tamanho do corte necessário, o tempo de internação e os impactos ao paciente.

As reações causadas pela cirurgia podem ser diretamente conectadas à parte do corpo removida. Por exemplo: a tireoide, responsável pela produção de alguns hormônios, se for removida, exigirá que o paciente faça uma reposição hormonal. Por isso, os efeitos colaterais são ligados ao tipo de câncer diagnosticado, na qual o médico poderá indicar as reações esperadas.

Quimioterapia

Outra forma bastante usual do tratamento do câncer é a quimioterapia, na qual é utilizada um medicamento que pode destruir ou inibir o crescimento das células tumorais. Essa dose pode ser aplicada via intravenosa (injetada diretamente na veia), oral (por comprimidos ou cápsulas) ou diretamente dentro do próprio tumor. A quimioterapia também ajuda a eliminar células cancerígenas que possam ter ficado próximo ao tecido removido cirurgicamente.

Os efeitos colaterais da quimioterapia podem ser diversos, a depender da dose e do tipo de medicamento a ser prescrito. Outras variáveis aos efeitos adversos do tratamento podem se relacionar ao tipo de câncer e o estágio da doença, além das próprias condições de saúde do paciente. Os efeitos colaterais da quimioterapia mais comuns são:

Náuseas, vômito e diarreia

Podem ser controlados com medicamentos específicos, seguindo orientação médica. Caso esse quadro persista - e de forma descontrolada – o paciente precisa ser encaminhado ao pronto-socorro.

Leia também: Como amenizar náuseas e enjoos durante o tratamento quimioterápico

Febre

Esse quadro exige uma avaliação médica imediata. A febre pode ser sinal de uma infecção, decorrente da queda de imunidade. Essa complicação pode ocorrer devido à redução da proteção do corpo (como a integridade da pele, por exemplo) e de glóbulos brancos, aumentando o risco de infecção por vírus, bactérias e outros parasitas.

Para inibir essas reações, evite contato com animais e pessoas que estejam com doenças contagiosas. Na hora da alimentação, tenha todos os ingredientes bem higienizados.

Queda de Cabelo (Alopecia)

O efeito colateral mais conhecido da quimioterapia é a queda de cabelos, que é característica de apenas alguns medicamentos. Ocorre algumas semanas após o início do tratamento e é reversível após o paciente se curar.

Esse quadro impacta mais o psicológico e autoestima do paciente do que alguma complicação fisiológica. Por isso, muitos pacientes que são atingidos pela alopecia têm como estratégia o uso de perucas, lenços, chapéus e bonés que melhor se adequem à estética, além de usar protetor solar e cremes na área sensível do couro cabeludo.

Reações na pele

A quimioterapia pode causar efeitos colaterais na pele do paciente, desde aumentar o risco de infecção até a causar dor e irritação. Em alguns casos, os medicamentos podem não causar tantos efeitos e o paciente passa somente por observação. No entanto, se houver alterações na pele, deve ser buscado tratamento imediato para que não cause efeitos duradouros.

Se não forem cuidadas, as reações na pele podem até interromper o tratamento oncológico. Por isso, se surgir alguma mudança no tecido cutâneo, busque proteger e fortalecer essa região com cremes dermatologicamente testados para essa função.

Lesões na boca (mucosite)

Outra reação da quimioterapia é o surgimento de feridas na boca, desde uma vermelhidão para lesões mais graves. O paciente pode sentir esse efeito colateral ao perceber a mucosa da cavidade oral mais fina e sensível.

É fundamental manter a boca sempre higienizada, com creme dental e hidratantes adequados para o paciente oncológico.

Recomendação: Conheça o Oralcare Gel para tratamento da mucosa oral

Perda de apetite

A perda de apetite pode vir a ocorrer durante a quimioterapia, um quadro que deve ser observado com muita atenção pelos cuidadores e familiares do paciente. A falta de apetite pode ser consequência de uma nutrição inadequada, em uma fase que a pessoa precisa se alimentar várias vezes ao dia e ingerir bastante líquidos. Um nutricionista oncológico pode prescrever uma dieta alinhando as necessidades às preferências do paciente, para que o encoraje a se alimentar.

Radioterapia

A radioterapia é uma técnica de alta precisão que utiliza uma fonte externa para eliminar células tumorais ou aliviar sintomas da cirurgia. Por mais que houve uma evolução no tratamento nos últimos anos, ainda podem ocorrer efeitos colaterais. As reações mais observadas ocorrem na pele, como:

Radiodermite

O efeito colateral mais observado na radioterapia é o surgimento de pequenos ferimentos na pele, chamado de radiodermite. Essas feridas podem passar despercebidas no estágio inicial, mas se crescerem podem se tornar uma queimadura mais grave. Por isso a radiodermite é um quadro de atenção imediata do médico.

Alguns cuidados podem ser seguidos para amenizar essa reação: evite passar no local produtos carregados de álcool; utilize hidratantes especiais para a pele do paciente em tratamento radioterápico; e se proteja o máximo da exposição ao sol.

Leia também: Como manter a pele hidratada durante a radioterapia

Dores e assaduras

Outras reações observadas na pele do paciente que está em tratamento radioterápico são vermelhidão, irritações e até coceira. O médico deverá estar sempre informado desse quadro, pois elas podem se desenvolver até a queimaduras mais graves, que podem prejudicar o tratamento – ou até mesmo interrompê-lo.

Reforça-se o uso de cremes dermatologicamente indicados para o paciente oncológico além de evitar a exposição ao sol.

Perda de apetite

A radioterapia também pode causar inapetência (perda do apetite) ao paciente, podendo modificar até o paladar e prejudicar o sabor dos alimentos. É importante que durante todo o tratamento a pessoa consuma alimentos leves e várias vezes ao dia, além de uma variação no cardápio para melhorar um pouco o apetite. O paladar voltará ao quadro normal depois de finalizada a radioterapia.

Cansaço em excesso

Em casos que o paciente continue suas atividades profissionais durante a radioterapia, ele poderá sentir-se mais cansado que o normal. Por isso é importente que ele programe e aumente os períodos de descanso, reduza o horário no trabalho (ou pelo menos não prolongue muito) e, caso o médico peça, se afaste do ofício para se dedicar ao tratamento.

Conclusão

Se você precisa passar por uma quimioterapia ou radioterapia (ou conhece alguém que está nesse tratamento), procure sempre conversar com seu médico e buscar uma avaliação de especialista para o caso, pois cada paciente passará pelo tratamento de forma diferente. O corpo, o tipo de câncer e o estágio em que ele está são algumas das variáveis que podem ocasionar o surgimento de efeitos adversos nessa fase.

Como você viu, a radio e a quimioterapia agridem a pele do paciente oncológico, causando o ressecamento, queimaduras e feridas, e se a pele nesses estados não forem tratadas o médico pode suspender o tratamento para que o quadro de infecção cultâneo não ocorra ou não piore.

Por isso é importante o uso de hidratantes corporal e oral, especiais para pacientes oncológicos, que tem como base ingredientes retirados da natureza aliados a biotecnologia.

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