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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer de pele

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer de pele

Publicado por: Wecare Publicado: 07/11/2019 Visitas: 183 Comentários: 0

O câncer de pele é o tipo mais comum da doença no Brasil. A estimativa é que acima de 170 mil pessoas por ano tenham câncer de pele no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Se considerar o mundo inteiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relata o surgimento de mais de 2 milhões de casos de câncer de pele no último ano.

Apesar de ser a doença com maior incidência entre os tipos de câncer, tumores na pele tem uma das menores taxas de mortalidade, principalmente nos casos não-melanoma e com diagnóstico precoce.

A pele é o maior órgão do ser humano, responsável por revestir todo o corpo, com o propósito de formar uma barreira de proteção contra bactérias, produtos químicos e raios solares, entre outras agressões externas.

Outra importante função da pele é a troca de calor e água com o ambiente, além de enviar informações para o cérebro sobre sensações como calor e frio, tato ou dor.

A pele é dividida em três camadas: a epiderme (a mais externa e mais fina), derme e o tecido subcutâneo (o mais interno de todos). A pele também é permeável e aceita a absorção de substâncias, tanto que há a aplicação de remédios feita diretamente por ela.

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele é o crescimento descontrolado de células tumorais no local, que surgem após o organismo não conseguir reparar uma mutação genética. Essa alteração pode originar nódulos que podem se desenvolver até serem considerados um câncer.

Tipos de câncer de pele

O câncer de pele hoje é conhecido pela divisão entre melanoma e não-melanoma, que ocorre devido à agressividade desse tipo da doença.

Porém, os não-melanoma são mais comuns: no Brasil, há a previsão de mais de 165 mil novos casos de câncer de pele não-melanoma em 2019; e somente 6 mil novos pacientes com melanoma.

Com base nessa divisão, conheça a nomenclatura dos três tipos mais comuns de câncer de pele:

Carcinoma basocelular

É o tipo mais comum de câncer de pele. Tem origem nas células basais da epiderme, responsáveis por fazer a renovação do tecido e por isso passam por um processo de intensa divisão celular. Já "Carcinoma" é o nome dado a qualquer câncer que se desenvolveu em um tecido como pele ou mucosa.

O crescimento dessa doença é lento e raramente se espalha, mas precisa ser tratada para evitar que ela ataque tecidos e ossos próximos ao local em que se formou.

Pode aparecer em pessoas de meia-idade ou idosas, em áreas do corpo que ficaram muito tempo expostas ao sol sem proteção.

Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer de pele. Pode crescer mais rapidamente que o basocelular e tem comportamento mais agressivo. Seu surgimento é na camada mais externa da epiderme e corresponde por 20% dos casos de câncer de pele, sendo mais comum em regiões como rosto, orelhas, lábios e no pescoço.

Outros locais de origem do carcinoma espinocelular são feridas antigas ou cicatrizes em alguma parte do corpo.

Melanoma

O tipo mais agressivo do câncer de pele é o melanoma, mas não o mais comum: corresponde a menos de 10% dos diagnósticos da doença.

Seu nome é devido ao local onde se origina: nos melanócitos, células que produzem melanina, pigmento responsável em dar cor à pele.

Apesar da sua característica agressiva e com maiores chances de se espalhar para outros órgãos, o melanoma pode ser curado com o diagnóstico precoce em mais de 90% dos casos.

Fatores de Risco

Evitar os fatores de risco do câncer de pele podem ajudar a se prevenir da doença. Confira quais são as características mais comuns entre os pacientes que desenvolveram a doença:

Exposição ao sol 

Ter a pele exposta ao sol sem proteção pode acelerar o envelhecimento e o risco de doenças como o câncer.

Bronzeamento artificial

Proibida no Brasil desde 2009 por ser diretamente relacionada ao desenvolvimento do câncer de pele.

Idade 

Quanto mais tempo de vida a pessoa fica exposta ao sol, maiores os riscos de desenvolver câncer de pele.

Pele clara

O menor tempo de proteção em relação ao sol torna as pessoas com pele clara mais vulneráveis ao câncer de pele

Histórico familiar

Se houver mais de um caso de câncer de pele na família, pode haver o surgimento de uma síndrome hereditária (mutação genética que predispõe ao desenvolvimento da doença).

Nem todas as pessoas expostas a esses fatores de risco terão câncer de pele, porém podem estar mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença.

Prevenção

Conhecer os fatores de risco é fundamental para conhecer quais deles podem ser evitáveis. A exposição ao sol é diretamente ligada ao desenvolvimento do câncer de pele, e por isso o principal modo de prevenção da doença é o uso de protetor solar regularmente. Mesmo nos dias nublados é importante o uso do produto.

Importante ressaltar que o FPS (Fator de Proteção Solar) não tem relação com a potência do filtro solar, mas sim com o seu tempo de efeito. Por exemplo: um filtro de FPS 60 protegerá a pele por um período 4 vezes maior que um FPS 15, mas não será mais forte durante o tempo de utilização do produto.

Além do filtro solar, vestimentas leves e adereços como chapéus e óculos de sol também podem ajudar na prevenção do câncer, protegendo a pele da exposição direta dos raios solares ao corpo.

Sintomas

O câncer de pele pode ser uma doença silenciosa no início, porém alguns sinais podem representar o surgimento da doença, variando de acordo com o paciente e da localização do tumor. Fique atento caso ocorra algum dos sintomas a seguir e procure um especialista:

  • Manchas na sua pele que persistem por mais de duas semanas;
  • Uma pinta no corpo que cresça, cause coceira, sangramento ou que mude de cor, tamanho e formato frequentemente;
  • Ferida que demore mais de um mês para cicatrizar;
  • Uma mancha de nascença que teve alterada a cor, tamanho ou espessura.

Se você tiver algum desses sintomas, procure um médico para uma avaliação mais precisa. Essas características nem sempre significam a ocorrência do câncer de pele, mas merecem atenção.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce do câncer de pele pode elevar as chances de sucesso no tratamento para mais de 90%.

O primeiro exame é o clínico, com uma observação em toda a área suspeita da doença. Será verificado o tamanho, cor e espessura da mancha ou pinta, além de analisar possíveis sangramentos. Para um diagnóstico mais preciso, essa parte da pele pode ser examinada em um microscópio, em um procedimento chamado biópsia.

Para ser realizada a biópsia, o médico injetará anestesia local no paciente, para poder remover um tecido do local suspeito.

A biópsia pode ser feita por uma excisão, ou seja, um corte é feito e se remove parte da área suspeita; por punção, onde um equipamento punciona a pele; ou “raspar” a área, em um procedimento em inglês chamado Shave, para retirar parte do tecido cutâneo.

Estadiamento

Depois de realizado o diagnóstico, o câncer de pele será avaliado pelo estágio de crescimento em que está, ou seja, seu estadiamento. Isso ajudará a definir o tratamento mais indicado para a doença.

O câncer de pele é classificado pelo “sistema TNM”, no qual o T representa o tamanho do tumor; N demonstra se o câncer cresceu para os gânglios linfáticos; e M significa metástase, ou seja, a doença se alastrou para órgãos mais distantes. Cada letra é acompanhada de um número, de 0 a 4. Quanto maior o número, mais o câncer cresceu ou se espalhou naquela parte do corpo.

Tratamento

Depois que foi definido o estadiamento do câncer de pele, se escolhe qual o tratamento mais indicado para a doença.

O mais comum é a cirurgia por excisão. Principalmente nos estágios iniciais ou em casos como o carcinoma basocelular, o médico retira todo o tumor do corpo do paciente. Essa técnica pode ser feita via laser.

Outro procedimento é a Cirurgia de Mohs, onde durante o procedimento é retirada uma camada muito fina do câncer e examinada no microscópio. Se ainda houver células tumorais nesse tecido, o médico remove mais uma camada, até mais nenhum resquício do câncer ser encontrado. Esse procedimento pode trazer bons resultados e ter menos impacto à qualidade de vida do paciente do que a cirurgia por excisão.

A radioterapia e a quimioterapia podem ser indicadas se houver suspeitas de que o câncer de pele se espalhou para tecidos ou órgãos próximos ao do surgimento da doença.

Efeitos Colaterais

Durante o tratamento do câncer de pele, se for realizada uma cirurgia de remoção, serão necessários vários cuidados pós-operatório para evitar quadros como sangramento ou vermelhidão.

Nos tumores não-melanoma, esses efeitos são temporários e podem ser evitados com medicamentos orais ou que protegem a pele do ferimento.

Esses pacientes podem observar o local da cirurgia ficar inchado ou com um hematoma (um “roxo”), mas que somente o acompanhamento clínico é suficiente. Um cuidado importante para se tomar é evitar a exposição da pele ao sol.

Caso o paciente passe por uma quimioterapia, podem ocorrer alterações na pele, nas unhas e reações alérgicas, além também do aumento à sensibilidade ao sol. O surgimento de feridas ou manchas deve ser comunicado ao médico especialista para acompanhar a situação.

A radioterapia pode ocasionar nos pacientes a radiodermite, pequenos ferimentos na pele que, se não tratadas, podem evoluir para uma queimadura e até mesmo atrapalhar o tratamento oncológico. Nesses casos, consulte o médico para uma avaliação mais precisa.

Por fim.

Agora que você sabe o que é o câncer de pele, como pode se prevenir dessa doença e os principais exames e modos de tratamento, pode ter algumas dúvidas específicas sobre como são os principais sintomas da doença. Afinal, quais manchas ou pintas realmente merecem atenção?

Há uma classificação chamada “ABCDE” do câncer de pele, que explica detalhadamente quais casos são mais importantes. E nós criamos um conteúdo que vai ajudar você a identificar os sintomas principais.
 

Clique e leia: Os principais sintomas para indentificar o câncer de pele
 

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